Estância Velha, 02 de Abril de 2015
 
   
 
 
 

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30 Março - 09:41

NOTA DE FALECIMENTO

É com sentimento de profundo pesar que a ABQTIC comunica o falecimento de CELESTINO LEOPOLDO KILLING, fundador da Killing Tintas e Adesivos, ocorrido neste domingo (29/03), aos 92 anos de idade.
O velório acontece desde às 16h deste domingo( 29), na capela ecumênica do Cemitério Parque Jardim da Memória, em Novo Hamburgo.
O cerimonial de despedida de cremação será realizado às 15h de segunda-feira (30/03), no mesmo local.


Celestino Killing: um homem de visão

Leopoldo Celestino Killing, filho de Fridolino Kieling e Alma Rheinheimer, desde muito pequeno demonstrou o dom da oratória e para os negócios. Nascido em Dois Irmãos, Celestino se mudou para Novo Hamburgo ainda criança, com os pais e os outros seis irmãos. Para ajudar nas despesas de casa trabalhou ainda criança como office boy, baleiro, entregador de pão, jornaleiro, entre outros ofícios. 
Impedido de continuar os estudos na quinta-série, Celestino sempre buscou aprender com a vida. Foi fundador do grupo de escoteiros Maurício Cardoso do Circulo Operário, em Novo Hamburgo. Trabalhando com um irmão aprendeu pintura, decoração e elétrica. Com 23 anos fundou, com um sócio, a Killing e Dreher, empresa de pintura e manutenção de residências. Dois anos depois, em 1949, já casado com Hertha Schuch deixa a sociedade para abrir a L. Celestino Killing, empresa de confecção de outdoors e pintura de letreiros em fachadas, veículos, painéis de estradas e gás neon.
Sempre pensando em crescer, em 1964 a empresa já contava com dois sócios e se chamava Killing e Cia quando passou a fabricar tintas para calçados. A dedicação demonstrada por Celestino cativava o cliente, pois ele fazia questão de acompanhar toda a fabricação e costumava dar dicas inclusive para economizar tinta. Em 1969 a empresa contava com quatro sócios e virou uma sociedade anônima no mesmo ano em que comprou o terreno onde até hoje se encontra o parque fabril. 
Em 1971, Celestino percebeu que as vendas iriam cair em função da moda da época, onde o couro cru predominava. Decidiu, juntamente com os sócios, adquirir a Tintas Tucano, que fabricava tintas prediais e industriais. A empresa foi fechada, mas o tucano foi incorporado a logo da Tintas Killing.
Em 1986, Celestino conhece sua segunda esposa, Ilaide Zorgetz. Dez anos depois a Tintas Killing retoma o controle acionário da empresa para a família. 
Celestino passou o controle da empresa para os seus sucessores em 2002, após 40 anos de trabalho. Durante todos esses anos, acompanhou o crescimento da cidade de Novo Hamburgo, que lhe entregou o título de cidadão benemérito. Também recebeu da Sociedade Atiradores de Novo Hamburgo, em conjunto com a prefeitura o título "Amigo de Novo Hamburgo". 
Celestino teve nove filhos: Marcos Geraldo, Sonia Hildegard, Branca Helena, Magna Inês, Gladis Ester, Maria de Lourdes, Milton José, Paulo André e Márcia Eloísa, que lhe deram 22 netos e 03 bisnetos. Sempre foi grande incentivador da educação, cultura e arte, valores que passou não só para os filhos, mas para a empresa que construiu. 
Durante toda sua vida colecionou muitas histórias, diversas delas relatadas no livro "Leopoldo Celestino Killing - Pequenas histórias de uma grande vida", que escreveu com Simone Saueressing. 
Celestino faleceu neste domingo, 29 de março, aos 92 anos de idade (Nasceu em 19/11/1922). O velório acontece desde às 16h deste domingo no Crematório e Cemitério Parque Jardim da Memória, em Novo Hamburgo. O cerimonial de despedida de cremação será realizado às 15h de segunda-feira (30), na capela ecumênica do Jardim da Memória.

 
 
 
 
 
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